domingo, 20 de novembro de 2022

Jantar e Degustação com Tomás Roquette, da Quinta do Crasto

Na 2a feira da semana passada tive o prazer de jantar com Tomas Roquette, o produtor e visionário por atrás da Quinta do Crasto.

Crasto bem poderia ser o maior sucesso do Douro da atualidade. 

Numa região repleta de propriedades históricas, com séculos de tradição vitivinícola, principalmente na produção de Porto, Crasto fugiu da tradição. Há mais de 20 anos, ganha destaque mundial não pela sua produção de vinhos fortificados (apesar de serem excelentes), mas pelos seus tintos e brancos. 

Aly CEO do Sonoma e Tomas Roquette da Crasto.

Alylhan Karin, CEO do Sonoma Market, e Tomás Roquette, da Quinta do Crasto.

Hoje os vinhos da Quinta do Crasto estão destacados na Semana Black, todos em valores promocionais, os melhores do mercado brasileiro.

Maria Teresa e Vinha da Ponte muitas vezes são considerados os melhores tintos de Portugal da safra pela crítica internacional. Hoje são vinhos grife, estão entre os mais cobiçados do país, parte de uma lista reservada para poucos: Barca Velha, Pêra Manca. 

Não só pelos vinhos e sim também pela propriedade, com suas lindas vistas do Rio Douro e a famosa piscina de borda infinita, a Crasto tem virado uma atração turística. Hoje a lista de espera para uma visita é de 6-9 meses, talvez ainda mais agora que Crasto foi rankeado nos Top 50 Vinícolas do Mundo (este ano entrou no #8).

Tomás estava em São Paulo para passar poucos dias e decidiu fazer um pequeno jantar para destacar alguns dos novos achados e grandes favoritos do Crasto. Foi uma excelente oportunidade de provar boa parte do portfólio. 

Flor de Crasto não estava presente, nem o branco nem o tinto, mas estes vinhos são sensações no Brasil, oferecem uma qualidade fantástica pelo valor. Gosto bastante dos vinhos da nova safra, tanto o tinto quanto o branco, destacados hoje ao melhor valor do mercado.

Da linha Crasto Douro começamos pelo rosé, vinho que não tinha provado há tempo. Floral, refrescante, nada doce (às vezes os rosés do Douro são), com bom corpo, foi uma bela harmonização para os petiscos de entrada, pastel de camarão, bolinhos de arroz. 

Vinho Quinta do Crasto Rose

O vinho Quinta do Crasto Douro Rosé.

O branco da mesma linha ofereceu um frescor bastante legal, a untuosidade do Douro presente porém uma boa acidez que ficou ideal para harmonizar. 

O tinto veio só depois. Superou em todos os sentidos, da safra histórica de 2019, o vinho é um “precisa comprar” para a sua adega. 

A linha toda tende a sair por de R$150 no Brasil, o que é justo. Na nossa semana Black, muito menos.

A salada de chêvre com salmão ficou deliciosa, mas a verdade é que o próximo vinho branco, da linha Superior entregou tanto caráter, que precisava de uma harmonização mais elaborada. Acho que o Crasto Superior Branco é o melhor brancos do Douro na faixa, na nova safra entrega frescor, ervas que nem sálvia e manjericão e raspas de limão, depois uma textura mais amanteigada e bom corpo. 

Vinho Quinta do Crasto Superiore Branco

O Quinta do Crasto Superior Branco.

Já o tinto da mesma linha, nem precisa de apresentação. Tende de ser oferecido por R$220- R$230 no Brasil, ao valor R$189 (hoje) será difícil encontrar um tinto do Douro com tanto refinamento x opulência. Aproveite que as últimas unidades da safra histórica de 2018 estão conosco.

Aliás, foram duas safras históricas, na última década no Douro. Tanto a 2018 quanto a 2019 foram excelentes, com caráter muito diferente, a 2018 permitindo opulência e a 2019 mais para a elegância e finesse.

O próximo tinto servido impressionou justamente por este finesse. Na minha opinião este vinho de 2019 é o melhor Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas até agora, tanto que comprei uma Caixa por minha própria adega. Nem perto de pronto (recomendo muito decantar), entregou aos poucos uma linda experiência sensorial, camadas de fruta preta, especiarias, linda acidez … .ninguém queria terminar a taça, bebericando aos poucos esperando evoluir. Com o carré de cordeiro servido do restaurante o tinto foi perfeito. 

Os 95 Pontos recebidos pelo Robert Parker foram merecidos (também geraram uma procura enorme, o vinho desta safra vai esgotar logo). 

O último tinto foi um dos grandes ícones, o Crasto Touriga Nacional

Que prazer voltar a este vinho. Apesar dos seus 6 anos (abrimos a safra 2016), este vinho se mostrou reticente ao inicio, fechado, só depois de uma hora no decanter que começou a revelar toda sua intensidade aromática, palato repleto de amoras e mirtilos suculentos, taninos vigoroso, músculo e ao mesmo tempo harmonia. 

A noite fechou com um dos lindos Portos da propriedade, mas eu tive que sair e perdi a oportunidade. Deixar a para a próxima. Os tintos e brancos da propriedade (rosé também), foram as verdadeiras estrelas, espero muito que possa conhece-los!

Abraço grande

Alykhan Karim

CEO – Sonoma Market

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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Fazenda Irarema, berço do azeite brasileiro que ganhou o mundo

Há quase dois séculos produzindo café, a Fazenda Irarema iniciou o cultivo de azeite apenas em 2014. Através de um trabalho dedicado de família, a nova produção não somente teve um início brilhante como também entrou para a história como o primeiro azeite brasileiro internacionalmente premiado!

A Fazenda Irarema está localizada em uma região privilegiada, conhecida como Planalto de Poço de Caldas, na exata divisa entre São Sebastião da Grama, São Paulo e Poço de Caldas, Minas Gerais.

Adquirida em 1865, a terra foi preparada e dedicada ao cultivo de café, muito em alta na época. Eventualmente foi comprada pela família Carvalho Dias, que produziam café de boa qualidade mas que sofria com condições climáticas adversas do local. Em 2004 venderam a propriedade a uma companhia estrangeira, interessada no charme requintado do local.

Dez anos depois, com o encerramento das atividades da companhia, Maurício e Mônica Carvalho Dias tiveram oportunidade de reaver a fazenda. Agarrando a chance, trouxeram uma proposta nova para o local: substituir o café, de produção baixa e mais instável, por oliveiras, em teoria mais compatíveis com o terroir do local.

Com a plantação iniciada, o casal procurou ajuda dos filhos para auxiliar no projeto, sobretudo de Moacir Carvalho Dias, especialista no cultivo e fabricação de azeite, tendo estudado em instituições da Espanha e Portugal. A ideia era implantar um cultivo sustentável e orgânico, aproveitando todos os aspectos da produção.

Em 2015 foi iniciada a construção da pequena fábrica, com equipamentos importados próprios para a produção de azeite com base em qualidade, mas com capacidade suficiente para atender mais do que a demanda da própria fazenda.

Um movimento ousado, mas assertivo: com os resultados da produção, vizinhos cafeicultores seguiram o exemplo de mudar sua produção para a oliva. Em pouco tempo já estavam recebendo azeitonas de 12 diferentes produtores da região, assim como de sua própria produção.

Em 2018, com uma produção pequena mas bem estabelecida, Moacir enviou uma amostra de seu azeite para o Concurso Internacional de Azeite de Oliva de Nova York (New York IOOC International Olive Oil Competition). Para sua surpresa seu azeite, concorrendo na categoria de azeite suave, levou medalha de ouro. Desde então, a Fazenda Irarema vem colecionando prêmios nos últimos anos graças ao trabalho dedicado da família e à qualidade plena de seu azeite.

por do sol irarema

Pôr do sol nas oliveiras.

Um negócio de família

A Fazenda atualmente é administrada pela família Carvalho Dias. Maurício, o pai, cuida das oliveiras e dos outros cultivos como um todo. Como seus avós e tataravós trabalhavam no ramo do café, ele ainda mantém uma pequena produção daqueles que considera especiais. 

Mônica, sua esposa, administra a loja de cosméticos e sais de banho 100% naturais, elaborados com os subprodutos da fábrica de azeite e excedentes de produção da fazenda.

Enquanto Moacir supervisiona a produção do azeite dos produtos a partir das oliveiras, sua irmã Gabriela gerencia o restaurante e a cafeteria do local, sendo responsável pelo direcionamento gastronômico dos produtos.

A sustentabilidade é um valor compartilhado pela família e aplicado na prática, com 100% da produção das oliveiras sendo aproveitado, bem como as outras culturas presentes no local. O azeite da Fazenda Irarema também é o primeiro azeite do Brasil a ser produzido com energia solar.

 

Da esquerda para a direita: Moacir e seu pai Maurício.

O terroir e o cuidado 

Apenas o cuidado com a planta e tecnologia de produção não são suficientes para um azeite de boa qualidade. Assim como o vinho, é necessário um ótimo terroir para o crescimento das oliveiras.

Moacir, após ter estudado a azeitologia, soube identificar este terroir no Planalto de Poço de Caldas. Com um clima seco na maior parte do ano, com incidência de geadas e uma amplitude térmica grande, a oliveira se desenvolveu muito bem onde o café não se adaptava de forma plena.

Identificando também a região como um solo vulcânico, procurou espécies específicas para este aproveitamento, desenvolvendo seu próprio blend de azeites, com seu azeite suave sendo frequentemente premiado, atualmente medalhista de ouro no EVO IOOC 2022 (Concurso internacional de Azeite de Oliva da Itália)

 

Conheça a linha deste maravilhoso azeite premiado!

Fazenda Irarema Azeite de Oliva Extra Virgem Suave (250ml)

O carro chefe da fazenda! Este é o premiado blend suave elaborado com azeitonas Arbequina e Grappolo recém colhidas para preservar o frescor e sabor. Atual ganhador da medalha de ouro no  EVO IOOC 2022 (Concurso internacional de Azeite de Oliva da Itália), traz aromas herbáceos, fruta verde, leve amargor e picância em boca, com uma acidez de apenas 0,02%.

Fazenda Irarema Azeite de Oliva Extra Virgem Intenso (250ml)

A versão mais robusta do blend da fazenda, este é composto de Coratina, Grappolo e Picual. Seguindo o mesmo processo de criação preservando as características principais do azeite, traz aromas mais pungentes de erva e grama cortada, com picância e amargor mais acentuados e persistentes. Medalhista de Ouro na NEW YORK IOOC 2022 (Concurso Internacional de Azeite de Oliva de Nova Iorque)

Fazenda Irarema Azeite de Oliva Extra Virgem com Limão Siciliano (250ml)

Outro produto icônico, um azeite extra virgem infusionado com essência de limão siciliano também cultivado na fazenda. A infusão é feita com óleo essencial destilado, preservando a suavidade do azeite mas conferindo o aroma e sabor do limão. Uma combinação perfeita com peixes, saladas e na receita original da fazenda: sorvete de creme com um toque deste azeite.

Fazenda Irarema Azeite de Oliva Extra Virgem com Manjericão (250ml)

Da série de infusões em azeite de oliva, esta traz um verdadeiro toque italiano. Harmonizando a suavidade pura do azeite com a essência natural do manjericão, nasce uma combinação ideal para pizzas, bruschettas ou mesmo para acompanhar o antepasto.

Fazenda Irarema Azeite de Oliva Extra Virgem com Alecrim (250ml)

Puro azeite de oliva extra virgem infusionado com óleo essencial de alecrim. Como a extração é feita com a erva fresca, é utilizado em poucas quantidades para permitir um equilíbrio e intensidade de sabor. Ideal para temperar pratos diversos, possui aroma vibrante e sabor intenso.

Fazenda Irarema Condimento de Azeite de Oliva Extra Virgem com Alho (250ml)

Condimento natural elaborado com ingredientes cultivados no local. Prezando sempre pelo equilíbrio, este condimento é ideal para preparos com ambos os ingredientes. Trazendo um delicioso aroma composto, é perfeito para preparar um delicioso macarrão ao alho e azeite.

Fazenda Irarema Condimento de Azeite de Oliva Extra Virgem Defumado (250ml)

Elaborado com técnicas de defumação próprias para azeite, este é o condimento perfeito para preparar carnes e vegetais grelhados, dar um toque defumado em uma feijoada ou mesmo o seu blend de hambúrguer caseiro favorito.

Fazenda Serras Altas Azeite de Abacate Extra Virgem

Cultivado na Fazenda Serras Altas e produzido na Fazenda Irarema, o azeite de abacate é feito de 100% de avocado hass, preservando todos os nutrientes e benefícios do alimento, em um delicioso e suave azeite. Também é indicado para preparar alimentos, pois tem um ponto de queima mais alto que o do azeite de oliva, conservando o sabor e aroma do azeite mesmo em temperaturas mais altas. Disponível em 250 e 500ml.

Fazenda Irarema Serras Altas Condimento de Azeite de Avocado Extra Virgem com Limão Siciliano (250ml)

Parceria da Fazenda Irarema com a Fazenda Serras Altas, este é o nutritivo azeite de avocado extra virgem 100% natural com essência de limão siciliano, resultando em um condimento suave e aromático, combinação perfeita para saladas e carnes brancas.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

91 Pts. Châteauneuf de vinhas de 1932!

Domaine Albin Jacumin possui um legado que ultrapassa 120 anos em Châteauneuf-du-Pape.

Temos o prazer de trabalhar com Agnês e Albin, casal à frente da propriedade,  já há 5 anos.

Desde uma visita fortuita na propriedade do casal em Châteauneuf-du-Pape, entraram como alguns dos produtores artesanais favoritos da curadoria Sonoma Market… 

Apesar de possuírem uma das caves mais modernas da região, a produção é pequena (média de 12.000 garrafas por ano), devido ao baixo rendimento e alta qualidade das vinhas, a maioria entre 50 e 90 anos de idade.

O resultado não poderia ser diferente, safra após safra, os vinhos da Domaine Albin Jacumin são altamente aclamados pela crítica internacional (e por nossos clientes também)!

2019 foi uma das grandes safras de Châteauneuf e seu vinho  mais importante da casa, La Begude des Papes, brilhou. A safra se assemelha à de 2016, e ao mesmo tempo é menos opulenta e mais estruturada do que a de 2018. Excelente para longa guarda, mas já entregando. 

Hoje destacamos o Albin Jacumin La Bégude Des Papes Châteauneuf-du-pape Rouge 2019o rótulo mais importante da propriedade…

Este blend de Grenache, Mourvèdre, Syrah e Cinsault, entrega um bouquet perfumado aos sentidos! É elegante e ao mesmo tempo estruturado, traz notas de frutas azuis, cerejas e poderosas nuances de especiarias, que se integram com taninos equilibrados e uma acidez vibrante, que denota sua longa capacidade de envelhecimento (10 a 15 anos).

Arrancou 91 Pontos da Vinous, 91 Pontos de Robert Parker e 91 Pontos de Jeb Dunnuck.

Conseguimos um lote minúsculo de apenas 150 garrafas deste precioso “Rouge”, que estão a caminho do Brasil.

Hoje, através da nossa venda antecipada, vamos oferecer metade deste lote, ou seja, apenas 75 garrafas, por um valor especialíssimo!

Adicione à sua adega o Albin Jacumin La Bégude Des Papes Châteauneuf-du-pape Rouge 2019por apenas R$269,91 por unidade na caixa com 6 ou R$299,90  por garrafa unitária.

 Imperdível!

Um abraço,

Equipe Sonoma Market

*A venda antecipada do Sonoma permite trazer vinhos raros em pequenas quantidades e oferecê-los a valores extremamente atraentes. Não é possível garantir uma data de entrega. Estimamos que a entrega aconteça no fim da Primavera/2022

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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Ética e estética, o novo Chile por Garage Wine Co.

Se Borgonha e Barolo são referências no conceito de terroir do Velho Mundo, do outro lado da Cordilheira dos Andes o Chile é protagonista do Novo Mundo.

De modo geral, podemos atribuir três fatores à reputação, cada vez mais reconhecido mundialmente, do vinho chileno. 

O primeiro diz respeito à indústria, que por meio de gigantes como Concha y Toro, Santa Rita e VSPT, oferece um inimaginável menu de opções para diferentes gostos e bolsos.

O segundo fator trata da excepcional qualidade de ícones como VIK, Almaviva, Seña, Chadwick e Clos Apalta, que refletem a expertise de seus produtores, especialmente quanto ao terroir e aos clássicos cortes de inspiração bordalesa.

O terceiro, e último, combina ética e estética, essência e evolução. Hoje, certamente o fator mais instigante da viticultura chilena.

Um cenário conhecido como Secano Interior – berço da viticultura chilena, onde estão localizados o Valle del Maule e Itata – e onde destacam-se vignerons como o MOVI – Movimiento de Viñateros Independientes, o VIGNO – Vignadores de Carignan, e outros produtores independentes e exploradores de antigas técnicas tradicionais, além dos reconhecidos mestres Pedro Parra e Renan Cancino.

Nesta nova constelação, o brilho de uma estrela chama a atenção, o produtor de destaque desta matéria: o fascinante Garage Wine Co.

Um dos produtores favoritos do renomado crítico Luis Gutiérrez, da Wine Advocate, a Garage Wines faz vinhos de produção limitadíssima. Lideraram o topo do ranking de 2021 de Robert Parker, com pontuações altíssimas – 95, 96… 99 Pontos! – e também marcou presença no “Top 100 Wines 2021”, de James Suckling, com 5 vinhos diferentes que entraram.

E que, orgulhosamente, fazem parte da nossa curadoria e do portfólio Sonoma Market.

Uma história que começou literalmente na garagem de Pilar Miranda e Derek Mossman, em 2001. Uma inovação para aquele momento, com poucas garrafas sempre para um mercado informal de amigos e familiares. Em 2006, começou a exportar para a Dinamarca (terra natal de Mossman) e Reino Unido. 

A matéria-prima?

Carignan, Garnacha, Monastrell, País, Cinsault e Cabernet Franc de vinhas velhas, algumas pré-filoxera, que vem de distintos lotes de 1-2 hectares no Secano Interior, como Bagual, Caliboro, Coelemu, Guarilihue, Loncomilla, Portezuelo, Puico, Ranquil, Sauzal e Truquilemu.

Um lugar onde a agricultura é um modo de vida desde os anos 1500 e que desde então já não se limitava apenas a vinhedos, mas também ao trigo e outros produtos locais. Ali, pequenas propriedades reviravam a terra em busca de nutrientes e da escassa água da chuva sazonal.

Muito longe da zona de conforto do mainstream, a agricultura regenerativa praticada pela vinícola passa distante da busca por selos e certificações. 

Além de educar-se da terra e dos antepassados, nesses pouco mais de vinte anos a Garage Wine Co. aprendeu no dia-a-dia a fazer escolhas mais inteligentes, como a utilização de garrafas recicladas produzidas por uma pequena empresa local, gerando valor para a comunidade.

Pintar com serigrafia as garrafas foi outro aprendizado, já que a indústria estava voltada a longas tiragens de etiquetas e rótulos. Há 11 anos, Luís, o pintor de garrafas, pinta cada uma delas com uma máquina personalizada e construída pela própria vinícola.

O mesmo se deu com as cápsulas para fechamento. A solução foi encontrar uma empresa de material escolar que faria a cera para lacres a partir de giz de cera.

Os tanques de fermentação também provocaram outra alternativa. Com poucos recursos para comprar novos tanques, foram utilizadas sobras e um grande fabricante de inox para a confecção de lagares (tanques abertos). Essa escolha reciclável ainda criou oportunidades para as oficinas locais de soldagem.

Hoje, é Pilar Miranda quem está à frente de todo o trabalho. Uma nova liderança, embora o negócio do vinho ainda seja excessivamente conservador e patriarcal.

Citada constantemente pelos críticos mais relevantes do mundo e ocupando as prateleiras dos mercados mais exigentes, a Garage Wine Co. é um destacado expoente deste novo capítulo da viticultura chilena. Incrível!

Um momento que vem se consolidado a partir de um mergulho profundo no passado para construir com ética, inovação e sustentabilidade, novas pontes para o futuro.

“A realidade tende a desaparecer”, disse o anti-poeta chileno Nicanor Parra, citado em recente ensaio do crítico Joaquín Hidaldo, da Vinous, sobre os novos horizontes da viticultura no Chile.

Palavras que resumem o mundo em que vivemos e nos provocam a descobrir o que está surgindo.

Vem conhecer!

Garage Wine Co. Cru Truquilemu 2018

99 Pontos – Robert Parker – Após 20 colheitas chega o seu primeiro Cru, o Cru Truquilemu 2018, que descrevem como “Truqui com mais recheio”. Provém de uma pequena secção triangular com um rendimento natural inferior, com maior concentração e uma personalidade mais escura e taciturna. Foi fermentado com mais hastes que o outro Truquilemu e com um pouco de Syrah, o que agrega peso, profundidade e textura. Foi produzido de forma muito simples e lenta, fermentando em lagares abertos com alguns cachos cheios e acrescentando caules lignificados para evitar a maceração carbónica, com leveduras indígenas; a maloláctica levou 11 meses e o envelhecimento em barricas usadas e neutras foi prolongado por dois invernos. Para a safra de 2018, apenas 3.449 garrafas.

GARAGE WINE CO. CRU TRUQUILEMU 2018

Garage Wine Co. Vigno Carignan Field-Blend 2018

99 Pontos – Robert Parker – Existem três vinhos Carignan/Cariñena do mesmo vinhedo em Truquilemu em 2018, e o Vigno 2018 vem de uma seção mais abaixo ao longo do riacho, onde há uma ótima drenagem e, portanto, baixo rendimento e concentração. É Carignan com pedacinhos de País e Monastrell na composição de campo. Fermentou em cubas abertas com leveduras indígenas e estagiou em barricas usadas durante dois invernos. Somente 3.336 garrafas.

GARAGE WINE CO. VIGNO CARIGNAN FIELD BLEND 2018

Garage Wine Co. País 215 BC Ferment 2021

Denominados de Single Ferment Series, a linha de vinhos da Garage Wine Co. é elaborada com frutos de uma ou mais parcelas de vinhedos. No caso do País 215 BC Ferment 2021, as uvas vieram de quatro propriedades perto de Sauzal, Puico Bajo, Alto e Truquilemu, no Chile. 

GARAGE WINE CO. PAIS 215 BC FERMENT 2021

Garage Wine Co. Cinsault The Soothsayer Ferment 2020

No caso do Cinsault The Soothsayer Ferment 2020, as uvas vieram de duas fazendas em Guarilihue e uma em Ranquil, na região central do Chile. 

91+ Pontos – Robert Parker – Uma combinação de rusticidade terrosa e caráter floral e perfumado no Cinsault, foi produzido com frutas de Guarilihue.

garafe wine

Garage Wine Co. Old Vine Pale Lot #103 2020

94 Pontos – Descorchados – Mais do que um rosé, remete ao clarete espanhol, aqueles com sabores mediterrânicos maduros, com cores intensas, mas que se bebem como água. De um vinhedo muito antigo – cerca de 75 anos – na zona costeira de Maule, em Truquilemu, de onde vêm algumas das melhores Carignan do Chile.

old vine

Garage Wine Co. Renacido Vineyard Lot #104 2019

94 Pontos – Descorchados – Normalmente, tende-se a identificar os cabernets das terras secas do Maule por sua acidez e taninos fortes, mas este escapa a esse molde. De acordo com Derek Mossman, a diferença se deve ao fato de as macerações terem sido reduzidas ao longo dos anos, de forma a ter uma maior “sensibilidade” com a uva. Há uma certa elegância neste Cabernet, notas suculentas de frutas maduras e taninos afiados. Notas terrosas por toda parte, algo herbal no meio. Um verdadeiro exemplo de estilo. Um camponês muito formalmente vestido.

GARAGE WINE CO. RENACIDO VINEYARD LOT 104 2019

Garage Wine Co. Bagual Vineyard Lot #96 2018

95 Pontos – Robert Parker – O Bagual Vineyard Cariñena Garnacha Monastrell 2018 marcado com o lote #96 vem do mesmo vinhedo que o Garnacha puro – apenas 1,1 hectares de vinhas velhas com um blend de campo das três variedades. Terroso e muito marcado pelo caráter Cariñena, com boa maturação e frescor. A maloláctica costuma levar cerca de sete meses, e o élevage se estende por dois invernos em barris de terceiro uso ou mais velhos, bem temperados e neutros. Isso me lembra um elegante Priorato. 

garage

Garage Wine Co. Las Higueras Lot #102 2018

94 Pontos – Descorchados  – Las Higueras 2018 representa uma mudança importante no estilo deste vinho que Garage, elaborado desde 2013, neste vinhedo com mais de cem anos, plantado em solos aluviais no Maule. Comparado com suas versões anteriores, este Cabernet Franc é muito mais fresco e frutado, com corpo menos concentrado, mas com frutas muito mais refrescantes, vermelhas e vibrantes. Se antes era mais perto de um Bordeaux, agora olha mais para o Loire. 

wine garage

Garage Wine Co. Sauzal Vineyard Lot #95 2018

96 Pontos – Robert Parker – O Sauzal Vineyard está agora na D.O. Empedrado, e provei duas das safras, começando com o Sauzal Vineyard 2018, um blend de campo de Cariñena, Garnacha e Monastrell do produtor Nivaldo Morales, que Derek Mossman descreveu como “um universo de perfume, terra e especiarias.” Sobre o lote, as vinhas velhas do mato que foram trabalhadas a cavalo e seguindo os ciclos da lua de forma ancestral. Mossman explicou ainda que “nas últimas 10 colheitas em Sauzal, o vinho mudou a sua composição varietal. Primeiro era todo Cariñena, depois enxertamos Garnacha e Monastrell e alguns anos depois mais Garnacha até que na safra de 2018 o vinho é composto por partes iguais de Garnacha e Cariñena com 6% de Monastrell.” Tem um paladar vivo e de corpo médio com taninos granulados (pense em granito!) e acidez brilhante. 

wine

Garage Wine Co Truquilemu Vineyard Lot#97 2018

95 Pontos – Descorchados – O lote 97 é basicamente um Cariñena com um barril de Monastrell, todos provenientes de vinhas plantadas na área de Truquilemu, no Empedrado D.O., próximo à costa do Maule. A influência fria do mar tem uma grande presença aqui, marcando ainda mais sua acidez já firme, mas acima de tudo, acentuando o lado refrescante dos sabores frutados. “Como será este vinho daqui a 10 anos?” Possui taninos, acidez e sabores frutados de sobra para uma resposta positiva.

TRUQUILEMU

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terça-feira, 6 de setembro de 2022

As 6 principais uvas portuguesas que você precisa conhecer

Quem é apaixonado por vinhos de Portugal sabe: às vezes é difícil reconhecer as principais uvas portuguesas utilizadas na elaboração de seus vinhos pelo nome. Isso acontece porque o país ibérico é casa de, nada menos, que mais de 280 uvas nativas, utilizadas quase sempre em cortes, ou blends,  de vinhos singulares e repletos de personalidade. 

Dos tradicionais tintos e brancos, até os vinhos do Porto e de Vinho Verde, selecionamos as 6 principais uvas portuguesas que você precisa conhecer.

Quais são as uvas portuguesas que você precisa conhecer?

Vamos começar pelas uvas tintas?

1. TOURIGA NACIONAL

Conhecida como a rainha das tintas de Portugal, a Touriga Nacional é uma uva originária do Dão, segunda região demarcada do país e conhecida como a Borgonha Portuguesa. Essa casta é comum também no Douro, região vitícola portuguesa mais famosa.

A Touriga Nacional ganhou sua fama por ser a uva destinada à produção do vinho do Porto, mas ganhou status de estrela quando produtores apostaram nela para elaborar vinhos secos também. Com frutos pequenos e casca com coloração negro azulada, seus  vinhos tendem a possuir aromas e sabores intensos, passeando pelas frutas pretas, como ameixas e mirtilos, flores como violeta e concedendo também toques de hortelã. 

Versátil, é capaz de produzir vinhos elegantes e encorpados, com grande concentração de taninos, alto teor alcoólico e excelente acidez. 

Conheça os vinhos feitos com a Touriga Nacional.

2. CASTELÃO

Conhecida também por Periquita, João de Santarém ou Castelão Francês, a Castelão é uma uva tinta cultivada em quase todas as regiões de Portugal, em especial no Douro, Alentejo e Setúbal. Os vinhos elaborados com essa casta estão entre os mais consumidos no país.

A Castelão é uma uva com grande concentração aromática, taninos bem marcados e com alto potencial de envelhecimento, e pode ser combinada a outras uvas da região. O resultado são vinhos de corpo médio, com boa acidez e com aromas e sabores de groselha, ameixa, morangos e leves toques de café.  Mas não é só isso, a Castelão também pode ser usada para elaborar blends e rosés fáceis de beber. 

Os vinhos feitos dessa uva podem acompanhar aves, carnes e até frutos do mar.

Aqui você encontra os vinhos portugueses feitos da uva Castelão.

3. TINTA RORIZ, A PORTUGUESA TEMPRANILLO

Você com certeza já ouviu falar da Tinta Roriz, talvez pelos nomes Aragonez ou Tempranillo.  Essa famosa casta é comumente encontrada em toda a Península Ibérica, principalmente nas regiões do Dão e no Douro em Portugal, além de diversas áreas na Espanha. 

Em Portugal, a Tinta Roriz é geralmente combinada com outras castas e também usada na produção de vinhos do Porto. Com cachos grandes e de alta produtividade,  a uva pode dar vida a vinhos mais jovens, leves e frutados. Já o vinho feitos de frutas proveniente de vinhas velhas de baixo rendimento se transforma em força, com grande potencial de guarda.

Com casca fina,  seus vinhos podem variar entre as cores vermelho rubi médio a granada, com altos níveis de tanino e acidez. Espere encontrar aromas de cereja, figo seco, endro, cedro e também tabaco.

Vai bem com carnes vermelhas e de caça e com massas com molhos vermelhos. Experimente com wagyu na parrilla ou com um bom spaghetti à bolognesa. 

Conheça nossa seleção de vinhos feitos com a Tinta Roriz.

4. TRINCADEIRA OU TINTA AMARELA

A Tinta Amarela ou Trincadeira é mais uma grande uva autóctone de Portugal. É amplamente cultivada nas regiões do Dão, Douro, Tejo e também no Alentejo. 

Exigente, a Tinta Amarela necessita de cuidados no seu cultivo. Seus frutos são delicados e vulneráveis a doenças, por isso, se adapta melhor a regiões de clima seco. Na vindima todo cuidado é pouco, se for colhida muito cedo irá dar vida a vinhos sem sabor, se ficar demais na videira, os vinhos não terão acidez. Mas quando o processo é meticuloso, os vinhos com a Tinta Amarela alcançam grande acidez e taninos redondos.

Essa casta pode elaborar vinhos de complexidades diferentes. Os mais jovens costumam ter aromas herbáceos e toques de flores, enquanto os vinhos com potencial de guarda revelam aromas de frutas vermelhas e especiarias. 

É uma excelente opção para acompanhar carnes vermelhas e de caça, carne suína e pratos condimentados. Vai muito bem com culinária indiana e tailandesa, além de ser perfeito com barriga de porto à pururuca. 

Encontre os portugueses feitos com a Trincadeira.

Agora, chegamos nas uvas brancas!

5. ALVARINHO

Alvarinho, ou Albariño, é uma uva branca  comum na Península Ibérica, presente em Portugal e também na Espanha. Em terras portuguesas é comum encontrar essa casta na região de Vinho Verde, elaborando vinhos secos refrescantes, levemente gasosos e níveis alcoólicos mais baixos. 

Conhecida também como a mais importante uva branca de Portugal, a Alvarinho produz vinhos elegantes e complexos, de cor palha e reflexos citrinos, com  aromas de raspas de limão, toranja, melão, nectarina e toques minerais. Em geral, são vinhos redondos e persistentes no paladar. 

Para valorizar a frescura da Alvarinho, muitos enólogos preferem não envelhecer a uva em barris de carvalho. Porém, quando isso acontece, encontramos ainda aromas de brioche, amêndoa crua e cítricos. 

Vinhos com a Alvarinho combinam perfeitamente bem com peixes, carnes brancas, saladas e queijos.  Experimente com risoto de frutos do mar, com burrata e tomates, ou com caesar salad.

Aqui uma seleção especial de Vinhos Verdes feitos com a Alvarinho.

6. FERNÃO-PIRES

Fernão-Pires, também conhecida como Maria Gomez, é a uva branca mais cultivada em Portugal, em especial na região de Bairrada. Os vinhos elaborados com essa uva entregam muitos aromas florais e  possuem corpo médio. 

Essa casta é generosa, sua alta produção às vezes necessita de controle de cachos nas videiras para manter a qualidade dos vinhos e espumantes. Assim como a Tinta Amarela, a Fernão-Pires exige cuidado na vindima para não criar vinhos sem sabor ou com baixa acidez.

É comum encontrarmos blends de Fernão-Pires, e seus vinhos podem trazer aromas de lima, pêssego, flores de laranjeira, madressilva e cravo. 

Na harmonização, vai muito bem com alimentos frescos, como folhas e legumes verdes, com comida japonesa e carnes brancas. 

Conheça os brancos portugueses feitos com a uva Fernão-Pires.

O Sonoma Market tem orgulho de sua curadoria de vinhos portugueses, tanto os de importação própria quanto os rótulos selecionados de nossos parceiros. Conheça nossa seleção de vinhos de Portugal!

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segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Receita: Orecchiette con cime di rapa

Orecchiette con cime di rapa, ou orecchiette com folhas de nabo, é uma receita camponesa tradicionalíssima da região italiana da Puglia, que fica no salto da bota!

Além das folhas de nabo para o molho, a receita leva anchovas refogadas e taralli, uma rosquinha salgada tradicional que é feita de farinha, azeite e vinho branco. Aprenda a preparar!

Ingredientes

Para 2 pessoas

  • 250 g Orecchiette Rummo
  • 500 g de rama de nabo
  • 100ml de azeite extra virgem
  • 60 g de taralli da Puglia
  • 2 filés de anchovas em óleo
  • 1 dente de alho
  • 1 pimenta malagueta

Preparação

Limpe a rama do nabo, tirando apenas os botões internos e as folhas pequenas. Branqueie as mais bonitas por um minuto. Coloque-as em uma panela com óleo e toste por 10 minutos no forno. Em uma panela grande, ferva o restante das folhas por 10 minutos. Numa panela, doure ligeiramente o alho com metade do azeite, passados ​​alguns segundos junte os filés de anchova, um pouco de malagueta e por último as ramas cozidas, sem jogar fora a água do cozimento. Cozinhe a massa na mesma água que os ramos durante 9 minutos, escorra a massa al dente, salteie e se necessário, adicione um pouco de água do cozimento e o restante azeite. Sirva esmigalhando o taralli sobre a massa e acrescentando as folhas de nabo crocantes.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Miolo, vinhos de qualidade do Sertão aos Pampas

A história da família Miolo no Brasil começa em 1897, com a chegada de Giuseppe Miolo, um jovem italiano apaixonado pelo cultivo de uvas e pela enologia, que veio ao nosso país em busca de novas oportunidades.

Giuseppe saiu do Vêneto e, ao chegar ao Brasil, estabeleceu residência em Bento Gonçalves, um município que havia sido recém formado por imigrantes italianos.

Usou todas as suas economias para adquirir um pedaço de terra no Vale dos Vinhedos, chamado Lote 43, onde começou a cultivar uvas, dando início à tradição vitícola da família no Brasil. 

Lote 43. Guarde este nome – pois este vinhedo existe até hoje, 125 anos depois. Mas ainda não é a hora de falar sobre ele. Acompanhe a história!

Miolo: Uvas da melhor qualidade

Na década de 1970 a família Miolo foi pioneira no plantio de uvas finas, ou seja, as mais tradicionais castas do gênero Vitis vinifera L, fazendo com que os netos de Giuseppe Miolo, Darcy, Antônio e Paulo, ficassem muito conhecidos na região pela qualidade dessas uvas.

No final da década de 1980 houve uma crise entre as cantinas existentes no sul do país e isto dificultou a comercialização de uvas finas, forçando a família Miolo, a partir de 1989, a produzir o seu próprio vinho para a venda a granel para outras vinícolas.

E assim surge, pela primeira vez, a Vinícola Miolo, com apenas 30 hectares de vinhedos.

Projetos e expansões ao longo da história da Miolo

Não demorou muito para que a família Miolo fizesse a sua grande estreia no mercado de vinhos brasileiros. Em 1992 foi lançada a primeira garrafa assinada pela família, um Merlot da safra 1990, que teve apenas 8 mil garrafas produzidas.

A paixão pela vitivinicultura e o desejo de tornar o vinho brasileiro de qualidade conhecido mundo afora foi o que inspirou a família Miolo a tomar a decisão de expandir o negócio.

Tudo começou com o Projeto Qualidade, em 1998, e desde então o crescimento da empresa foi significativo: com investimentos constantes na terra, tecnologia, recursos humanos e no próprio consumidor.

Ao longo dos próximos 10 anos a Vinícola Miolo conquistou 4 diferentes terroirs brasileiros.

Em 2000 fundaram a Quinta do Seival, propriedade localizada no extremo sul do país, próximo à divisa com o Uruguai.

No ano seguinte a Família Miolo, em parceria com a família Benedetti (Lovara), iniciou o projeto Terranova no Vale do São Francisco, adquirindo a antiga propriedade no sertão brasileiro.

Alguns anos depois, em 2009, a família Miolo, juntamente com a família Benedetti e a família Randon, adquire a Vinícola Almadén, em Santana do Livramento/RS, pertencente a Pernod Ricard, uma empresa francesa de vinhos e destilados.

Além disso, a família conta também com acordos de joint ventures internacionais: Costa Pacífico (Chile), Los Nevados (Argentina), além das vinícolas Podere San Cristoforo e Giovanni Rosso (Itália).

Uma das fundadoras do projeto Wines of Brasil, a Miolo Wine Group é a maior exportadora de vinhos do Brasil e a mais reconhecida no mercado internacional. A produção dentre as 4 vinícolas do grupo soma, em média, 10 milhões de litros por ano numa área cultivada de vinhedos próprios com aproximadamente 1.000 hectares.

As 4 Vinícolas do grupo Miolo

Vinícola Miolo

Localizado no exuberante Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves/RS, foi aqui que tudo começou. Hoje é possível conhecer cada canto da vinícola de perto, caminhar entre os vinhedos, conhecer o processo de elaboração dos vinhos e espumantes, aprender sobre degustação e descobrir a história da família Miolo. Aproveite a próxima viagem para o sul e não deixe de conhecer o seu complexo enoturístico. 

Vinícola Terranova

O Vale do São Francisco é surpreendente, nele Vinícola Terranova se dedica à elaboração de espumantes, vinhos jovens e frutados e do suco de uva integral. Em função do solo e do clima, na Vinícola Terranova são colhidas duas safras anuais e os vinhedos são irrigados pelo sistema de gotejamento, com as águas do Rio São Francisco.

Vinícola Almadén

A Vinícola Almadén é uma das mais tradicionais vinícolas de vinhos do Brasil. No projeto são elaborados vinhos e espumantes que acompanham a tendência do Novo Mundo: jovens e frutados. Localizado entre os vinhedos e a vinícola, em uma paisagem estonteante, típico da Campanha Central, está localizado o centro de Enoturismo. 

Vinícola Seival

A Vinícola Seival está localizada em Candiota/RS, na região da Campanha Meridional reconhecida como uma das regiões mais promissoras para o cultivo de uvas por estar no paralelo 31°. Este paralelo é a faixa do planeta onde se encontram algumas das melhores regiões vitivinícolas do mundo.

A peculiaridade do terroir encontrado no Seival se tornou marcante para os vinhos produzidos na região com o plantio de variedades portuguesas emblemáticas que agregam diferentes características para os vinhos brasileiros e para o portfólio de rótulos do Grupo.

E os vinhos são bons mesmo?

Mais do que isso: são espetaculares!

Miolo é sinônimo de qualidade. Cada garrafa produzida em suas vinícolas passam por um trabalho incansável para que sejam dignas da assinatura de Adriano Miolo, o atual enólogo.

Com uvas produzidas em terras próprias e profissionais altamente capacitados envolvidos em todo o processo de elaboração, ao adquirir um vinho da família Miolo você estará adquirindo também uma experiência única – e inesquecível.

Os Sete Legendários

A coleção Sete Lendários é definida pela Miolo como “tesouro em forma de vinho”. A primeira vez que foi lançada foi em 2018.

Ela reúne 7 vinhos, de suas 4 vinícolas, elaborados em um ano histórico para produção nacional.

O ano de 2020 no Brasil foi excelente para a viticultura, resultando em vinhos da mais alta qualidade. A safra é considerada por enólogos e por críticos a “safra das safras” devido às excepcionais condições climáticas naquele ano.

Foi então que a Miolo lançou uma nova safra da coleção. E nós temos algumas novidades para compartilhar com você!

Miolo ‘Lote 43’ 2020

Te disse que valia a pena guardar este nome – e agora chegou a hora de falarmos um pouco mais sobre este vinhedo tão especial.

É impossível falar da Miolo sem falar do Miolo Lote 43. Produzido somente em safras excepcionais, este tinto emblemático carrega a história da família em seu nome.

Produzido com uvas Merlot e Cabernet Sauvignon reunidas em um corte harmônico por Adriano Miolo, enólogo da família, o Lote 43 carrega também o selo de Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos. 

É um vinho intenso e inesquecível, de elevada intensidade e complexidade aromática. Conta com notas de frutas negras, tabaco, um toque de trufas, cacau e cravinho. É volumoso e com uma impressionante estrutura.

Miolo Merlot Terroir 2020

Este vinho foi eleito o Melhor Merlot do Mundo em uma competição em Londres. Para Adriano Miolo, ele é a combinação ideal de solo, clima e influência do homem.

É elaborado com as melhores parcelas de vinhedos das uvas Merlot dos diversos vinhedos da família Miolo no Vale dos Vinhedos, escolhidas de forma manual e seletiva. Assim como o Lote 43, possui o selo de Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos e características únicas que somente o Terroir pode conferir a um vinho. 

O vinho amadurece em barricas de carvalho francês por 12 meses, resultando em um excelente tinto estruturado e equilibrado. 

Miolo ‘Sebrumo’ Cabernet Sauvignon 2020

Este Cabernet Sauvignon é bastante emblemático, pois nasceu no solo do único bioma brasileiro presente apenas no sul do país.

Seu nome é intrigante, simbólico, que carrega a cultura do Pampa na sua origem. A escolha faz referência à Batalha do Seival, que teve como um de seus principais personagens o General João da Silva Tavares, imperialista que liderou a tropa montado em seu cavalo de pelagem rara da cor Sebrumo. 

É justamente a força desta batalha, que marcou a história dos gaúchos, que está representada neste elegante vinho.

Seu buquê aromático apresenta boa complexidade, com destaque para notas frutadas que remetem a ameixa, cassis e mirtilos bem maduros, integradas com toques de tosta, baunilha e café. É volumoso, intenso, com excelente estrutura. Sua elevada acidez indica que ainda tem muita vida pela frente.

Miolo ‘Testardi’ Syrah 2020

Este Syrah nasce nas áridas terras do Vale de São Francisco, na Bahia, representando uma das máximas expressões da uva Syrah em território brasileiro – o Syrah Single Vineyard deste mesmo terroir ficou conhecido como O Melhor Syrah do Brasil e rapidamente caiu nas graças dos nossos clientes.

Mas voltando para este legendário, o termo italiano “Testardi” significa teimoso e se remete à obstinação e persistência desta casta cultivada em um local inóspito que resultou em um grande vinho.

Um sedutor Syrah, com excelente intensidade aromática. Nos presenteia com generosas notas de frutas vermelhas e negras maduras, mescladas a toques de gengibre, noz moscada e nuances defumadas. É altamente estruturado, tem corpo médio e um toque de untuosidade. É muito equilibrado, de acidez refrescante e com longa persistência.

Miolo Vinhas Velhas Tannat 2020

Este Tannat foi elaborado com uvas provenientes de um vinhedo plantado em 1976, o mais antigo do Brasil, localizado no município de Santana do Livramento/RS.

Aliada à complexidade aportada pela idade do vinhedo, a casta Tannat encontra no Terroir da Campanha a aptidão natural para se expressar em vinhos pujantes e robustos, aptos para longos períodos de guarda em garrafa.

Entrega aromas densos que vão do chocolate ao tostado, perfeitamente integrado com aromas de geléia de frutas vermelhas. Em boca é potente, encorpado e dono de uma acidez refrescante, envolta em taninos maduros e envolventes.

Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas 2020

Lembra do Paralelo 31º? Aquele que é a faixa do planeta onde se encontram algumas das melhores regiões vitivinícolas do mundo

Pois é neste especial terroir que nasce este incrível corte de Touriga Nacional e Tinta Roriz, cultivadas em vinhedos localizados na região da Campanha Meridional. Um tinto de elevada tipicidade aromática e gustativa, com estrutura para suportar muitos anos de guarda.

Em primeiro plano é possível sentir o típico floral da Touriga Nacional, bem mesclado com fruta em compota, figo ameixa preta e notas de madeira tostada. É potente e altamente estruturado com bom volume de boca, sabores frutados marcantes e acidez refrescante.

Embarque nesta viagem sensorial e conheça mais sobre a Vinícola Miolo, uma referência em vitivinicultura brasileira reconhecida internacionalmente.

O mais difícil será escolher apenas um… portanto, permita-se!

Abraços,

Priscila Figliuolo

Equipe Sonoma Market

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Primitivo São Paulo: epicentro de queijos artesanais e vinhos naturais

O Sonoma Market já é o maior site de curadoria de vinhos do Brasil. 

Hoje, selecionamos não só bebida de altíssima qualidade, mas também alimentos. 

Ao virarmos uma plataforma marketplace, viramos curador de curadores. 

Nesta busca pela excelência, nos deparamos com o simpático casal de gaúchos Eduardo Borges e Rita Brandão. 

A dupla deixou a cidade de Porto Alegre e consequentemente a loja Borges Queijos Artesanais, até então ali instalada, em setembro de 2020, para abrir um lindo e aconchegante espaço familiar, na rua Ferreira de Araújo, em Pinheiros. 

A Primitivo Queijaria é uma loja de vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, além de queijos artesanais e embutidos (alguns de fabricação própria), e também um bar de aperitivos. 

Ao adentrar, nos deparamos com mais de 35 opções de queijos artesanais e mais de 300 variedades de vinhos, minuciosamente selecionados por este casal que esbanja bom gosto. E de quebra, quase que escondido nos fundos da loja, abre-se um jardim de pedras, acolhedor e com poucas mesas, onde é possível sentar-se e apreciar todas essas deliciosas iguarias. 

Antes de apresentar um pouquinho desta incrível curadoria, vamos dar uma pincelada no que são os vinhos “naturebas”?

Vinhos Naturais

Os vinhos naturais são feitos de mostos fermentados de uvas orgânicas (cultivadas sem agrotóxicos) que possuem quase nenhuma ou nenhuma intervenção, nem conservantes químicos, nem aditivos e quase nenhuma tecnologia, além da colheita  e engarrafamento.

Os vinhos biodinâmicos seguem fortemente um modelo de agricultura, que leva em consideração a biodiversidade ao redor das vinhas. Utiliza-se de várias técnicas, onde os produtores cultivam plantas específicas para controlar a proliferação de pragas, são adeptos de alguns preparos para mineralizar o solo de forma natural e levam em conta outros fatores em sua produção, como o calendário lunar e a astrologia.

Já os vinhos orgânicos, além das práticas sustentáveis, precisam ter 95% de seus compostos orgânicos e certificados para receber os selos oficiais de agricultura orgânica.

Baseados nesta filosofia que respeita a terra e busca a elaboração de vinhos mais puros, selecionamos alguns dos mais emblemáticos produtores que fazem parte da curadoria da Primitivo. 

O Atelier Tormentas produz vinhos artesanais a partir da melhor matéria-prima disponível – cultivada nas melhores regiões vitivinícolas do Brasil. No lagar, poucos vinhos são elaborados de forma tão natural e criteriosa, o desengace manual é um exemplo.  A cada ano o trabalho cresce em credibilidade e repercussão. Seus rótulos? Uma obra de arte. 

A Vivente Vinhos Vivos, um dos grandes destaques da nova geração de produtores de vinhos naturais brasileiros, nasceu da amizade entre Diego Cartier e Michael Eckert. A vinícola e o vinhedo próprio com uvas de agricultura biodinâmica se iniciou em 2018  na Linha Ano Bom Alto, município de Colinas, próximo de Garibaldi e Teutônia, no RS. Seus vinhos são de uma pureza e complexidade impressionantes! 

A Casa de Mouraz abrange 25 hectares de vinhas maioritariamente velhas, plantadas com castas autóctones, distribuídas entre as regiões do Douro, Vinho Verde e Alentejo em Portugal. É um projeto de viticultura sustentável e produção de vinhos autênticos e naturais, que respeitam e exprimem toda a riqueza do seu terroir de origem e entregam vinhos que são verdadeiras joias. 

Em 2015, o gaúcho Roger Köetz resolveu começar a produzir vinhos de forma ancestral, em sua propriedade na cidade de Taquara, Rio Grande do Sul, e fundou a Bodega  Köetz.  Seus vinhos são rústicos, autênticos, artesanais e com pouca intervenção, além de raridades.

E por falar em raridades, você já deve ter ouvido falar dos vinhos de Jura. Um mundo à parte, tão longe dos vinhos comuns encontrados nas gôndolas dos supermercados ou até nas lojas das grandes importadoras. No Jura, encontramos vinhos de nicho, de pequeníssima produção, geralmente com uma filosofia de mínima intervenção. A qualidade? Espetacular. Os valores e a disponibilidade? Quase nulos. A região vende tudo que produz, quase nada é importado ao Brasil. E adivinhe só? A Primitivo tem, e o Sonoma Market agora também! 

E não para por aí, agora chegou a hora de falar de…

Queijos e charcutaria!

A maioria das pessoas não sabe, mas antigamente, todos os queijos tradicionais eram fabricados a partir do leite cru. Atualmente, devido às legislações sanitárias, este mesmos queijos são principalmente encontrados pasteurizados e industrializados, o que leva à perda da diversidade característica dos queijos artesanais. 

Os queijos artesanais de leite cru são produtos vivos, que exibem texturas, sabores e aromas singulares. Apresentam uma rica diversidade de sabores, que variam entre as regiões, mas também de produtor a produtor e com as estações do ano. 

Quer conhecer mais um produtor destaque do nosso querido seller e alguns dos seus deliciosos queijos?

A Queijaria Pardinho Artesanal tem uma história iniciada a mais de 40 anos, esta reconhecida queijaria possui em seu DNA a tradição de inovar, unindo o que há de melhor do ponto de vista técnico e laboratorial com o modo de fazer artesanal, assegurando excelência à produção manual.

O Cuestinha é um queijo esplêndido, elaborado com leite cru em antigos tachos de cobre na Fazenda Sant’Anna, no município de Pardinho, interior de São Paulo. Tem aparência rústica, o que contrasta com a sua textura macia, com sabores frescos e adocicados além de uma sutil picância. A casca lhe confere um sabor ligeiramente amargo. Este é um daqueles queijos que não passam despercebidos! 

O queijo Cuesta é elaborado artesanalmente a partir do leite cru de vacas da raça Gir, originárias da Índia. Tem a massa semidura, é untuoso e macio. Oferece um leve amargor ao paladar, com notas amendoadas e um sabor delicioso e marcante.  

O Cuesta Azul entrega uma consistência macia e grande complexidade! Delicioso! O equilíbrio preciso entre seu mofo externo e interno, em harmonia perfeita com sua massa de consistência macia, entrega um queijo de grande complexidade. 

O Queijo Mandala, ganhou a medalha super ouro do 1º Mundial de Queijos do Brasil,e ainda foi considerado o melhor queijo dos quase mil participantes. É macio, traz uma certa seriedade, sentida através de notas de madeira e couro, combinadas com seu sabor amanteigado, e nuances doces de amêndoas e nozes. Cheio de personalidade, possui ótima capacidade de derretimento, apesar do seu tempo de cura.

Para os amantes de Charcutaria e de carnes nobres, não poderíamos deixar de falar sobre a parceria que Eduardo e Rita fizeram com o charcuteiro Hugo Sobrinho.  Juntos desenvolvem receitas específicas, elaboradas a partir de cortes com a raça suína Duroc. 

Criada nos Estados Unidos no início do século 19, a Duroc entrou no Brasil nos anos de 1950. É uma carne excelente para cortes in natura e para curados, como bacon e salame também. Entrega maciez, sabor, suculência e versatilidade. 

Dentre os cortes produzidos exclusivamente para a Primitivo, tem o Copa, o Speck (parte mais nobre do presunto), a Pancetta Tesa (barriga do porco maturada) e o Lonza (raridade, é um corte muito delicado, com uma deliciosa camada de gordura). A Guanciale é a bochecha do porco curada e temperada por 3 meses e pode ser vendida em cubinhos prontos. Excelente para preparar uma Carbonara. 

Note como uma uma pequena porta situada na região de Pinheiros, nos abre uma grande possibilidade de conhecimento e descobertas valiosas!

 

 Já pensou em quem quer convidar para uma noite de aperitivos?

 

Um abraço,

Equipe Sonoma Market

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